Resenha – Chico Mendes – crime e castigo

Hoje é Dia Mundial do Meio Ambiente. Pensando nisso, eu me lembrei de um excelente livro que li no primeiro ano da faculdade de jornalismo (praticamente ontem, rsrsrs) – Chico Mendes – Crime e Castigo, do jornalista Zuenir Ventura.

O livro, dividido em três partes, conta a história do assassinato do líder ambientalista Chico Mendes. A primeira parte, “O crime”, reúne as reportagens que Zuenir fez para o Jornal do Brasil em 1989, logo após o assassinato do líder seringueiro. Em 1990, o jornalista retornou para cobrir o julgamento. O segundo capítulo, portanto, se chama “O castigo”. Na última parte, chamada “Quinze anos depois”,  Zuenir conta o que mudou após revisitar Xapuri, a cidade de Chico Mendes.

Com uma escrita intimista e rica em detalhes, o jornalista não se prendeu apenas à morte e ao julgamento de Chico Mendes, mas trouxe um contexto do que fazia parte da vida do líder e do povo de Xapuri, no Acre.

Franciso Alves Mendes Filho (1944-1988) foi um seringueiro, ambientalista e sindicalista. Lutou a favor dos seringueiros, índios e da preservação da floresta, de onde tiravam seu sustento. Sua luta provocou a ira de latifundiários, que queriam desmatar a floresta para a venda da madeira e a criação de pastagem para o gado, a partir da década de 1970. Seu engajamento trouxe reconhecimento internacional. O New York Times o considerou “símbolo de todo o planeta” e a ONU concedeu o prêmio Global 500. Porém só foi reconhecido no Brasil após sua morte.

Ironicamente, o Brasil perdeu o herói dos povos da floresta no mesmo dia em que o País parava para ver a morte da personagem Odete Roitman (interpretada pela atriz Beatriz Segall), da novela Vale Tudo, exibida pela Rede Globo.

Confira a resenha no Youtube:

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Até próxima, pessoal!

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